A sexta-feira está sendo de muito debate entre os participantes do 50º Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais de Magistratura (Copedem), que acontece até o fim do dia (29/11) no auditório da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat). Esta edição do evento traz o tema os “Requisitos legais e normativos para credenciamento das escolas do Governo”.

Ao abrir os trabalhos pela manhã o desembargador Marco Villas Boas, diretor da Esmat e presidente do Copedem, lembrou-se da trajetória da construção do laboratório do Copedem na Esmat, projeto implantado em 2010. "Chamaram-me de um sonhador. Mas, sabíamos que era possível fazer algo muito além para a educação deste Estado. Nós tínhamos uma longa jornada para vencer. Enfrentamos e ainda labutamos com muita dificuldade, enquanto lembramos que a pesquisa precisa ser de cunho judicial, pois ela restrita somente na academia não serve de nada."

Na oportunidade, Villas Boas ainda ressaltou as histórias do pioneirismo tocantinense. Ao referenciar livros sobre o Tocantins e seus rios, o magistrado destacou as peculiaridades regionais, em especial as suas belezas naturais e festas culturais e convidou a todos a conhecerem o Estado.

Logo após, o professor doutor Luiz Roberto Liza Curi, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), conversou sobre as diversas questões que perpassam a educação superior no Brasil. Ele disse durante o evento que o critério de avaliação das instituições educacionais de ensino superior deve promover uma maior aproximação por meio da comunicação com a sociedade. "A Universidade brasileira é uma das melhores do mundo, mas ela não sai de dentro dela. Governo e Estado não punem instituições que não possuem compromisso com a sociedade brasileira."

O professor apontou também os fatores que envolvem o desenvolvimento das instituições de ensino superior e a sua relação estreita com o desenvolvimento nacional.

E ainda lembrou que o processo de expansão do ensino superior no Brasil precisa ser repensado, voltado para recursos humanos. "Autonomia chama menos atenção do que um êxito profissional futuro. Isso precisa ser modificado por que não há como o país crescer sem política institucional, não há solução pra isso".

Mestrado em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos

Os professores doutores Patrícia Medina e Gustavo Paschoal Teixeira de Castro Oliveira do Mestrado em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Esmat, apresentaram dados da pesquisa que realizaram sobre a Educação Jurisdicional e a Função Social do Poder Judiciário no Estado do Tocantins.

Os doutores fizeram uma apresentação do artigo defendido na Faculdade de Coimbra em Portugal sobre a educação como um facilitador da Justiça e referenciaram dados do Mestrado em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos da Esmat, a partir do ano de 2014.

O levantamento apontou alto teor de retorno social promovido pelo ensino da Escola da Magistratura Tocantinense. De acordo com os professores, todos os produtos finais do mestrado precisam demonstrar que terão efetividade no sistema jurisdicional com aplicabilidade prática. "Planejamento estratégico é ter uma visão de futuro e isso está nas paredes desta casa", disse Patrícia Medina após apresentar as estatísticas educacionais da Esmat.

Eleição Diretoria Copedem

A manhã foi finalizada com a eleição da nova mesa diretora do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais de Magistratura (Copedem). A Chapa Consolidação foi aclamada por unanimidade pelos participantes do encontro, trazendo em sua Diretoria Executiva como presidente o desembargador Marco Villas Boas (Escola Superior da Magistratura Tocantinense), vice-presidente – Diretor Acadêmico de Cursos e Convênios Internacionais – o desembargador Jones Figueiredo Alves (Escola Judicial de Pernambuco) e vice-presidente – Diretor Administrativo – o desembargador Edvaldo Pereira Moura (Escola da Magistratura do Estado do Piauí).

Confira a Diretoria Executiva na íntegra:

Diretoria Executiva do Copedem

Presidente – Desembargador Marco Villas Boas (Escola Superior da Magistratura Tocantinense)

Vice-Presidente – Diretor Acadêmico de Cursos e Convênios Internacionais – Desembargador Jones Figueiredo Alves (Escola Judicial de Pernambuco)

Vice-Presidente – Diretor Administrativo – Desembargador Edvaldo Pereira Moura (Escola da Magistratura do Estado do Piauí)

Diretor Financeiro – Desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque (Escola Superior da Magistratura da Paraíba)

Vice-Diretora Financeira – Desembargador Ricardo Ferreira Nunes (Escola Judicial do Poder Judiciário do Estado do Pará)

1ª Secretária – Desembargadora Maria Erotides Kneip Baranjak (Escola Superior da Magistratura do Mato Grosso)

2º Secretário – Desembargador Roberto Barros dos Santos (Escola do Poder Judiciário do Estado do Acre)

Conselho Fiscal

Conselheiro Fiscal – Desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes (Escola Superior da Magistratura do Amazonas)

Conselheiro Fiscal – Desembargador Carlos Augusto Tork de Oliveira (Escola Judicial do Amapá)

Conselheiro Fiscal – Desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto (Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará)

Suplente 1 – Desembargadora Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos (Escola Judicial do Estado de Sergipe)

Suplente 2 – Desembargador José Ribamar Fróz Sobrinho (Escola Superior da Magistratura do Estado do Maranhão)

Diretor do Instituto Antonio Rulli Júnior – Desembargador Márcio Vidal (Centro de Estudos da América Latina)

Conselho Consultivo

Conselheiro Consultivo – Desembargador Eurico de Barros Correia Filho (Tribunal de Justiça de Pernambuco)

Conselheiro Consultivo – Desembargador Ruy Celso Florence Barbosa (Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul)

Conselheiro Consultivo – Juiz Marcelo Cavalcanti Piragibe Magalhães (Escola Nacional da Magistratura)

Conselheiro Consultivo – Juiz Jeronymo Pedro Villas Boas (Tribunal de Justiça de Goiás)

Texto: Natália Rezende / Fotos: Ednan Cavalvanti

Comunicação TJTO


 

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