Após quatro meses e a aplicação de cinco módulos, o curso Administração Judicial Aplicada (AJA) encerrou nesta segunda-feira (13/12) as atividades previstas para 2021.  A reunião de encerramento contou com os integrantes de todas as cinco turmas da capacitação, que envolvem servidores e servidoras, magistrados e magistradas de varas judiciais e juizados das comarcas do Tocantins. O AJA é uma realização da Corregedoria Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS-TO), com execução da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (ESMAT). 

As atividades propostas pelo Curso de Administração Judicial Aplicada buscam o aprimoramento da prestação jurisdicional, ou seja, do serviço prestado ao cidadão, por meio de uma melhor gestão das unidades. A capacitação teve início em 30 de agosto deste ano, na modalidade à distância, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Esmat, sendo ministrado pelos professores Carlos Henrique Borlido Haddad e Luis Antonio Capanema Pedrosa.

A juíza auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça, Rosa Maria Gazire Rossi, representou a corregedora geral, desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, durante a reunião de encerramento. “A Corregedoria do Tocantins, traz nesta gestão a máxima de atuar de forma mais humana e participativa. Assim, deixamos de apenas fiscalizar, aplicar punição, passando a correger, orientar e caminhar juntos. O AJA vem nesse momento de transformação. As unidades participantes foram escolhidas pela Corregedoria e, com base em dados estatísticos, misturamos unidades que já têm perfil de gestão, com outras que iniciam essa transformação cultural. Registro o agradecimento da desembargadora Etelvina pelo empenho e dedicação dos professores e dos alunos. Gratidão a todos os envolvidos”.

O professor Luis Pedroso falou sobre a vanguarda da CGJUS-TO em trabalhar gestão judicial. “Essa é uma iniciativa maravilhosa da Corregedoria do Tocantins, as outras no país afora ainda estão no jeito tradicional de apontar uma série de inconformidades, sem que as causas sejam sanadas. Por isso, o Tocantins dá um passo à frente de todas as outras corregedorias. É uma mudança de mentalidade. Esperamos ter incutido em vocês hábitos saudáveis relacionados à gestão”, afirmou.

“Corregedoria é reger em conjunto, fazer uma gestão que seja compartilhada, em que todos se empenhem por um bem comum, atender cada vez melhor ao jurisdicionado. No Aja, o ambiente é muito rico, as trocas de experiências são muito férteis”, declarou o professor Carlos Haddad. 

Resultados alcançados

Durante o encerramento das atividades de 2021, os participantes do AJA apresentaram os resultados já alcançados, como o juiz Fábio Costa Gonzaga, diretor da Comarca de Guaraí, titular da 1ª Vara Criminal e respondendo pela 1ª Cível. “É realmente muito importante pensar a gestão de forma conjunta, parar o que se está fazendo para poder discutir essas questões. As reuniões de gestão nos fazem conversar com os colegas, pois todos produzem para o outro e estamos todos na mesma engrenagem”. 

O juiz da Comarca de Arraias, Eduardo Barbosa Fernandes, falou dos ganhos de administração judicial bem planejada. “A gestão muda totalmente a sua convivência pessoal, profissional com toda equipe. Além disso, alcançamos uma redução de acervo em mais de 50% no decorrer dos anos e promoção da qualidade de vida”.  

Graziela Romão, servidora do Juizado da Fazenda Pública da Comarca de Palmas, expôs a mudança vivenciada pela equipe. “Tínhamos uma demanda muito grande, logo quando foi instalado o Juizado da Fazenda Pública, houve uma correição e foi solicitado um plano de ação, mas não tínhamos esse conhecimento de gestão. Esse curso veio contribuir muito para a nossa unidade, estou tentando colocar em prática, repassando e replicando para a equipe. Depois do curso, estabelecemos alguns indicadores, pois não tínhamos essa visão macro da unidade, estabelecemos as metas, uma rotina, implantamos, com base no curso, o nosso modelo de gestão”.  

 

Sobre o curso

Com duração de 116 horas-aulas, o curso AJA teve por objetivo capacitar magistrados e magistradas, servidores e servidoras efetivos, comissionados e/ou cedidos(as) do Poder Judiciário Tocantinense; 225 vagas foram distribuídas entre eles, a fim de lhes proporcionar o aprendizado prático em administração de unidades judiciárias. Em 2022 ainda estão previstos outros dois módulos, concluindo a capacitação.

Sobre os professores

Carlos Henrique Borlido Haddad

Graduado em Direito, pela Faculdade de Direito da UFMG (1995). Mestre, em 1999. Doutor, 2003, em Ciências Penais, pela Universidade de Michigan, Estados Unidos. Atualmente é juiz federal da Justiça Federal Seção Judiciária de Minas Gerais e professor adjunto da Faculdade de Direito da UFMG. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito e Processo Penal. Atua também nas áreas de Administração da Justiça, com enfoque em Técnicas de Aceleração Processual e Gestão de Processos, e de Formação de Juízes, certificado pela École Nationale de la Magistrature, França.

Luis Antonio Capanema Pedrosa

Doutorando em Operations Management, pelo Massachusetts Institute of Techonology (MIT), EUA. Mestre em Mecânica de Precisão, pela Kyoto University, Japão. Graduado em Engenharia Eletrônica, pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), SP. Foi superintendente da Engenharia de Processos Industriais da Usiminas. Diretor superintendente da Troller e de Qualidade e de Desenvolvimento de Marketing do Unibanco. Atuou como consultor da EDS Corporation, no Japão e na Anderson Consulting, SP. Professor associado da Fundação Dom Cabral. Diretor. Presidente da Consultoria Marpel.



Comunicação Esmat e Kézia Reis – Ascom CGJUS-TO