Diretor Geral da Escola Nacional da Advocacia fala sobre o protagonismo do TJTO em transformação digital, inovação e uso da inteligência artificial

Foto: Hodirley Canguçu

Durante a solenidade de abertura do Ano Judiciário 2026 do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), realizada na última segunda-feira (2/2), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OABTO), Gedeon Pitaluga Júnior, e diretor geral da Escola Superior da Advocacia Nacional (ESA Nacional), rememorou e destacou a atuação do diretor geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) e presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem), desembargador Marco Villas Boas, na promoção da inovação tecnológica e no desenvolvimento de políticas institucionais voltadas ao uso da Inteligência Artificial no Sistema de Justiça.

Ao abordar os desafios contemporâneos enfrentados pelo Judiciário diante das transformações tecnológicas, o presidente da OABTO ressaltou a importância do fortalecimento do diálogo institucional e da atuação integrada entre os diversos atores do Sistema de Justiça, evidenciando o papel de lideranças comprometidas com modernização, segurança jurídica e qualificação permanente da prestação jurisdicional.

“Aqui, cito o exemplo da atuação do desembargador Marco Anthony, na Presidência do Copedem, que tem desempenhado um trabalho realçado e reconhecido nacional e internacionalmente na qualificação do Sistema Judicial e das carreiras jurídicas”, reforçou.

O presidente da OABTO também enfatizou a contribuição do magistrado na formulação de diretrizes e de propostas legislativas relacionadas ao uso da Inteligência Artificial na Justiça, destacando sua participação na construção da Resolução nº 615 do Conselho Nacional de Justiça, que estabelece parâmetros éticos, seguros e responsáveis para o uso dessas tecnologias.

Ressaltou o caráter pioneiro do desembargador na promoção da transformação digital no Judiciário, com iniciativas voltadas à inovação, à modernização e ao fortalecimento institucional da Justiça brasileira, destacando a publicação do seu Manual de Informática Forense nos idos de 1994, pela Editora Del Rey, bem como a implementação da cultura de transformação digital no Poder Judiciário Tocantinense.

Com essas palavras, Gedeon Pitaluga resgata capítulos importantes da história do Judiciário do Tocantins, evidenciando o pioneirismo do Tribunal de Justiça, bem como propõe o uso ético e responsável da IA Generativa como ferramenta auxiliar na jurisdição.

Sobre a fala de Pitaluga, Villas Boas asseverou que o reconhecimento desse trabalho histórico pelo diretor da ESA Nacional enaltece o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, e fez questão de frisar que, apesar dos seus esforços pessoais, trata-se de um trabalho coletivo, com a participação dos(as) desembargadores(as), dos(as) juízes(as) e de equipes bem formadas, além da importante atuação da Escola Superior da Magistratura Tocantinense no aperfeiçoamento da governança, na modernização e na transformação digital em prol de uma jurisdição de qualidade.


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