Acessibilidade: um conceito para todos(as)

Foto: Ednan Cavalcanti Em uma sala de aula, o professor está de perfil, com barba, óculos e camisa polo, segura um microfone enquanto fala para os alunos. Ele está em pé, voltado para os participantes, que estão sentados em carteiras organizadas em fileiras. A maioria dos participantes é composta por homens, e alguns têm notebooks ou garrafas sobre a mesa.

“Tudo é acessibilidade.” Essa afirmação foi o ponto de partida para um olhar mais atento e aprofundado sobre inclusão no curso Acessibilidade Digital, promovido pela Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), com apoio da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI), nos dias 24 e 25 de março.

Ministrado pelo professor Marcelo Sales, o curso foi estruturado para capacitar servidores(as) do Poder Judiciário Tocantinense e atender ao requisito 2.8 da Resolução nº 401, de 2021, que trata da acessibilidade nos serviços digitais. Mas, mais do que uma questão normativa, as atividades evidenciaram que acessibilidade é um compromisso contínuo de aprimoramento e de transformação.

Logo no início, a proposta ficou clara: acessibilidade não é uma pauta exclusiva para pessoas com deficiência — é um direito que beneficia a todos(as). Afinal, quem nunca precisou aumentar a fonte de um texto para ler sob um sol intenso (principalmente no Tocantins)? Ou ativar legendas para entender um vídeo em um ambiente barulhento? Acessibilidade está presente em situações do cotidiano que muitas vezes passam despercebidas.

O curso foi organizado em quatro módulos que equilibraram teoria, prática e reflexão crítica. Desde os fundamentos da acessibilidade e a aplicação correta das diretrizes da Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) até a relação entre design inclusivo e design universal, os(as) alunos(as) matriculados(as) foram convidados(as) a enxergar a acessibilidade como parte essencial da experiência digital.

Marcelo destacou a importância de abandonar abordagens rígidas e checklist automatizados como única solução para acessibilidade digital.

“Acessibilidade não é sobre resolver tudo de uma vez, mas sim um processo contínuo e com estabelecimento de prioridades de correções. Sempre há espaço para melhorar”, enfatizou o professor.

Sales ressaltou que é fundamental validar as ferramentas e produtos digitais com pessoas com deficiência. E que para que não seja meramente reativa, acessibilidade precisa ser construída com governança, processos estruturados e compliance. “Tudo começa no compliance”, ele disse.

A abordagem adotada na capacitação, além de promover o entendimento das diretrizes técnicas, também fomentou o início de um processo de aculturamento organizacional. Para os(as) participantes, ficou evidente que tornar o digital mais inclusivo exige comprometimento constante, capacitação e engajamento coletivo.

Nesse sentido, a acessibilidade digital, portanto, não deve ser tratada como um diferencial, mas sim como um pilar de equidade e eficiência, porque, no fim, tudo é acessibilidade.


Fechar Menu Responsivo
Cursos Biblioteca Telefones
Rolar para Cima
Controle Cookies
Na Esmat, acreditamos que a privacidade é fundamental para uma internet saudável. Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, assumiremos que você está de acordo com essas condições.