A Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) promove, nesta quinta-feira (25/10) e  sexta-feira (26/10), o workshop de Aprofundamento e Supervisão de Práticas de Justiça Restaurativa e Construção de Paz. Quem ministra o curso é a estudiosa americana, Kay Pranis, que já escreveu diversos artigos e livros sobre o tema.
 
Na abertura do evento, seguindo a forma habitual nos círculos de conciliação, os participantes se cumprimentaram e falaram sobre experiências de vida. O estímulo, segundo a instrutora do workshop, é fundamental para se conseguir ajuda no despertar para a cultura da pacificação. “O que se busca é falar e refletir sobre os desafios, pois este encontro não se trata de ditar fórmulas para como as coisas devem ser, mas de uma busca pela sabedoria coletiva, compartilhando esses laços também”, explicou Kay Pranis, por intermédio da sua tradutora e co-instrutora, Fátima de Bastiane.
 
Para o juiz da comarca de Araguaína, Antônio Dantas, membro do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça, a oportunidade é impar e vem para fortalecer a política de pacificação no Tocantins. “Cada pessoa que esta aqui poderá levar essas ideias adiante, fortalecido esse modo de ver a Justiça. Pois nós precisamos muito de modelos alternativos e complementares que possam ser aplicados paralelamente”, argumentou.
 
A coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), juíza Umbelina Lopes Pereira, também ressaltou a importância da iniciativa para o Judiciário tocantinense. “Esse é um trabalho que busca o envolvimento de todos pela cultura da paz. Nós temos aqui pessoas que trabalham diretamente nas varas de combate a violência doméstica, infância e juventude, varas criminais e Cejuscs. Por isso o Nupemec está fomentando esse projeto”, pontuou.
 
A programação do workshop segue até a tarde de sexta-feira (26/10) e conta com a participação de magistrados e servidores do Judiciário tocantinense, além de participantes de outros estados, que vieram para aprender com a idealizadora dos processos circulares da Justiça Restaurativa