Formação de Formadores inicia com metodologia ativa e atividades práticas

Foto: Ednan Cavalcanti

A Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) iniciou, na segunda-feira (23/2), a quinta turma da Formação de Formadores (FOFO). A abertura estreou o início do Nível I (Formação de Base Docente), com o primeiro módulo abordando o tema de “Inovação e Tecnologia na Formação de Magistrados(as): uso de Inteligência Artificial (IA) na prática educativa”.

As atividades presenciais desta etapa ocorrem, até essa quarta-feira (25), nos turnos matutino e vespertino, com condução do professor doutor desembargador Marco Anthony Steveson Villas Boas, diretor geral da Esmat e presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem).

Na abertura da turma, o juiz Wellington Magalhães, integrante da 2ª Diretoria Adjunta (Conselho de Cursos da Escola), aproveitou para destacar o sentido formativo que ultrapassa o espaço da sala de aula.

“O curso não é só para sala de aula, é um curso também para a vida”, afirmou, ao dar boas-vindas aos(às) participantes e contextualizar a proposta da quinta edição.

Nesta terça-feira (24/2), segundo dia de atividades, magistrados(as) e servidores(as) seguem em uma programação voltada ao desenvolvimento de competências docentes e à formação de multiplicadores(as).

Ao tratar do papel de quem ensina no Judiciário, o desembargador ressaltou que a formação busca preparar profissionais capazes de replicar o conhecimento em suas unidades, fortalecendo uma rede de formadores.

“[É preciso] capacitar aquelas pessoas que vão capacitar outras pessoas”, pontuou, ao relacionar a docência à responsabilidade de disseminar métodos e boas práticas.

Além de discutir o impacto da inteligência artificial na educação e no mundo do trabalho, o diretor da Escola no desenvolvimento das atividades tem privilegiado a metodologia de sala de aula invertida e exercícios práticos.

No conteúdo, o desembargador tem trabalhado, de forma aplicada, o que as ferramentas de IA Generativa conseguem entregar e quais limites exigem atenção, como a necessidade de conferir informações, reconhecer vieses e preservar a segurança de dados.

Entre os(as) participantes, o contador (TJTO) Marcelo Farias avaliou que, mesmo no início, o curso já aponta efeitos concretos na rotina institucional.

“Vejo neste curso uma oportunidade não só de aprimorar conhecimentos, mas também de desenvolver a capacidade de multiplicá-los”, disse, ao mencionar a expectativa de aplicar os aprendizados no ambiente de trabalho.

Já Maria da Vitória Costa e Silva, servidora da Justiça Eleitoral, comentou sobre o desafio de integrar inovação e criticidade na atuação de operadores(as) do direito e educadores(as). Para ela, a formação tem provocado reflexões sobre a necessidade de “[nos] reinventarmos como sujeitos” diante de problemas complexos do mundo atual, e sobre como as ferramentas generativas podem apoiar uma aprendizagem mais ativa, sem substituir o controle humano.

“A ética, a regulamentação e o controle devem ser os alicerces essenciais”, afirmou.

O curso é ofertado na modalidade semipresencial e segue até 24 de junho, com carga horária total de 128 horas. O próximo módulo abordará o tema "Elementos Didáticos para Planejamento e Prática Docente em contexto da magistratura utilizando o ensino à distância", com webaulas nos dias 11, 13, 18, 20, 25 e 27 de março, e 7, 8, 9, 14, 15 e 16 de abril, ministradas pelas professoras Ritze Pereira Ferraz da Costa e Rita de Cassia Bella Bartok Marques Arantes.


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